Manifesto
Era já a hora do almoço
quando, indignados, os operários gritavam em frente ao portão de ferro
estranhamente fechado. José pensava nos filhos, João em sua mãe, Antônio
pensava na conta da venda e Matias não pensava em nada, apenas olhava para o
portão em silêncio. Quando o sol queria ser mais terrível que as demissões sem
explicação, os operários se reuniram ao redor do carrinho do sorveteiro.
