Quando eu te encontrar
Escuto sua voz,
vejo seus braços
nesse dia branco
de leves chuvas.
Suponho os sóis
e reparto dúvidas
nas sombras dos
desejos castigados
Desejos de arroubo,
desejos que bastam
e não sobrevivem ao
primeiro despertar
Quero estar de pé,
quando você acordar
e pegar seus braços
longos e me deixar
Entre eles sempre, e
mesmo perdidos, nós
ainda seremos grandes
quando eu te encontrar.